5 sítios a não perder no México // parte 2

Cá está a segunda parte sobre os 5 sítios a não perder no México.

Tulum

Tulum

Desde que começámos a planear o que visitar nesta nossa viagem ao México, que Tulum era um sítio a não perder. Desde o lado cultural à praia de água translúcida, tudo nos tinha conquistado. Esta é uma das antigas cidades maias, mais visitada da região, sendo as ruínas de Tulum o maior ponto de interesse para turistas.

Então depois da visita ao Chichén Itzá seguiu-se a visita ao que restou da antiga cidade de Tulum – ruínas, este local também é característico pelo calor, sendo aconselhável levar água, protector solar e chapéu.

Saimos do hotel após o pequeno-almoço, apanhámos um colectivo e lá fomos. Até chegarmos às bilheteiras das ruínas fomos abordados enumeras vezes, essencialmente por guias. É aconselhável ir cedo para não apanhar demasiado calor e grupos turísticos.

Tulum

As ruínas combinam em si um misto de equilíbrio e calma. A existência de bastante fauna e flora é muita, desde animais que nunca tinha visto como árvores e plantas características deste clima. Ao longo das ruínas é possível identificar edifícios com funções religiosas e pontos de vigia. As muralhas evidenciavam as diferenças de classes sociais. E o facto de estar tão perto do mar, fazia desta cidade um importante ponto comercial e mercante.

Tulum

Junto à zona costeira encontramos um penhasco que esconde uma praia de águas limpas, o local ideal para descansarmos depois de enfrentar tanto calor nas ruínas.

Dica: junto à bilheteira têm umas caixas de bilhetes automática, sem filas e muito mais rápidas. Levar chapéu e protetor solar.

 

Akumal

Akumal // a praia das tartarugas

Estávamos perto da época em que as tartarugas desovaram, as praias começavam a ficar encerradas ou eram criadas zonas interditas, e após termos feito snorkeling na praia do hotel ficamos com imensa vontade de nadar com as tartarugas. Ponderámos sair no passeio do hotel, durava cerca de 3h e o valor por pessoa rondava os 80€.

E no dia em que decidimos visitar Tulum, acabámos por incluir a visita à praia de Akumal na viagem de regresso ao hotel. Assim, no período da manhã ficámos pelas ruínas e por volta da hora de almoço decidimos apanhar o colectivo e parar na praia de Akumal. A hora de almoço foi sinónimo de chuva mas com as temperaturas sempre altas, a chuva acabava por saber bem apesar de quente ajudava a refrescar.

Desde a estrada principal até a praia de Akumal, fomos bastante abordados por guias turísticos, com preços variados para ver as tartarugas. Tendo em conta a chuva, acabámos por parar num sítio com toldo e que por sinal também nos levavam a ver as tartarugas e a nadar numa laguna – para 6 pessoas deram-nos o preço de 3000 pesos. Como não tínhamos dinheiro suficiente em pesos, optámos por ter de levantar, e no caminho para o multibanco fomos abordados por pescadores locais que nos fizeram um preço mais barato – 2500 pesos. Não pestanejámos e aceitámos de imediato.

Disponibilizaram-nos o material necessário para fazer snorkeling e cacifos onde deixar as coisas. Pegámos no equipamento e caminhámos em direcção à praia de Akumal. Assim que chegámos o cheiro a peixe era muito intenso, explicaram-nos que aquele cheiro era originado pelos camarões que chegavam à praia, enrolados nas algas que mais tarde acabavam por morrer.

A praia era bastante bonita, e com bastante vida animal. Mal chegámos ao barco vimos duas tartarugas no mar, eram enormes, e lindas! Entrámos no barco com destino à laguna, onde íamos nadar durante 1 hora. Levamos a nossa camera de acção e deixámos os telemóveis em terra, estávamos prontos para uma aventura única.

O céu abriu e já tinha deixado de chover há algum tempo, mas quando chegámos à laguna percebemos que éramos o único grupo que ali estava, provavelmente devido à chuva ninguém quis arriscar – e digamos que isto melhorou em muito a nossa experiência.

Foi-nos sugerido saltar do barco e permanecer com os coletes, fomos alertados sobre a corrente, que se tornava mais forte quanto mais perto de alto mar tivéssemos. Os mais confiantes podiam deixar os coletes no barco, sendo que mais para a frente iria haver um sítio onde não podíamos avançar com os coletes colocados. Eu saltei com o colete, mas acabei por ser puxada pela corrente, era mais forte que os meus braços – sendo que numa mão tinha a nossa camera de acção o que não deu lá muito jeito para nadar, tudo melhorou quando tirei o colete, acabei por conseguir nadar melhor.

E é incrível a quantidade de animais que vimos, desde peixes grandes a peixes mais pequenos, desde grandes cardumes a peixes mais solitários. Vimos imensas vezes a “Dori” mas o Nemo, andava desaparecido.

Nadámos até um local onde a água do mar se juntava com a água de um cenote, um sítio lindo – e eis que quando íamos a nadar para este local a nossa camera ficou sem bateria, e por incrível que pareça num grupo de 6 pessoas ninguém conseguiu tirar uma foto – isto causou-me um misto de emoções, confesso. A sensação de nos levantarmos da água e ver o que estava à nossa volta, o sítio mais bonito que já vi, uma paz única, e não conseguir captar numa foto – a parte positiva é que não estive preocupada em tirar a melhor foto mas sim em captar tudo o que conseguia para poder guardar na minha memória, uma paisagem única e inesquecível.

Consegui encontrar uma foto do local na internet, aqui. E acreditem que a foto apesar de linda, não mostra nem um terço do que aquilo é. É tão acima de nós que não palavras nem imagens que o descrevam com a mesmo fidelidade de quem vê.

Yal Ku Laguna Fonte: Nancy French

Dica: apostar num bom protector resistente à água para aplicar nas costas. Quando estamos a fazer snorkeling, as costas ficam muito expostas ao sol, e estão constantemente à tona da água – o que as torna vulneráveis a escaldões.

Las Coloradas Fonte: Visit Rio Lagartos

Las Coloradas – Rio Lagartos

De todos os sítios este foi o único que ficou a faltar. Tínhamos levado na mente a ideia de visitar este sítio mágico, mas tendo em conta o estado meteorológico não conseguimos.

A causa desta cor rosa da água são as salinas, havendo um outro local onde a água é mais esverdeada pela mesma razão.A cor depende do estado meteorológico, nos dias mais solarengos tende a ser mais rosa, contrariamente a quando se antecede dias chuvosos. Esta foi uma das causa pelas quais não visitámos este local. Em quase todos os dias que passámos no México chovia pelo menos uma hora por dia, e para que este fenómeno seja observado não pode ter chovido nos dias anteriores.

Não é permitida a entrada nestas águas e não tem nenhum custo de visita.

Esta zona também é conhecida pelos flamingos, é comum encontrá-los por perto.

Dica: Planear os locais a visitar e tentar fazer uma rota em que seja possível visitá-los sem perder tempo desnecessário. Na nossa rota este local seguia-se ao Chichén Itzá, por estar a cerca de 1h30/2h de distância.

2 Replies to “5 sítios a não perder no México // parte 2”

  1. Parece tudo lindoo! Um paraíso!

    1. Pearls and Peanuts says: Responder

      É mesmo bonito! Aconselho a visitar

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